CÂNCER DE RIM /

O câncer de rim, também conhecido como carcinoma de células renais, é a terceira neoplasia maligna mais frequente do trato genitourinário. Apresenta diversos tipos, sendo o câncer renal de células claras o mais comum e responsável por até 85% dos casos.

A maioria das pessoas diagnosticadas apresentam entre 50  e 70 anos, sendo raro o diagnóstico antes dos 45 anos de idade. Tal doença é até duas vezes mais frequente nos homens que nas mulheres.

Os principais fatores de risco para os pacientes desenvolverem o câncer de rim são: obesidade, hipertensão arterial, diabetes, grande índice de massa corpórea e o hábito de fumar, que como podemos ver, são situações que podem ser evitadas ou controladas com medicações e com medidas de mudança nos hábitos de vida.

O câncer renal pode ser esporádico ou estar associado a fatores genéticos/hereditários (como a doença de Von-Hippel-Lindau e carcinoma renal hereditário). Entre os fatores de risco potencialmente preveníveis, encontram-se o tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, entre outros.

Achados incidentais em exames de rotina, como ultrassonografia e tomografia, são responsáveis pela maioria dos diagnósticos, em paciente assintomáticos. Porém, principalmente em casos mais avançados, a doença pode apresentar sintomas como dor lombar, sangue na urina, massa abdominal palpável, varizes de veias ao redor do testículo direito, perda de peso, dor óssea.

O tratamento do câncer renal depende de múltiplos fatores, incluindo o tamanho e localização do tumor, condição clínica do paciente, entre outros. O principal tratamento curativo definitivo é a nefrectomia radical, caracterizada pela retirada em bloco do rim e seu revestimento (Fáscia de Gerota), a glândula adrenal e linfonodos regionais, que é realizada apenas em tumores mais avançados. Entretanto, atualmente, muitos casos são descobertos em fases iniciais. Nesses casos, que devem ser bem selecionados: tumores pequenos e/ou com localização anatômica favorável, pode-se ressecar apenas o tumor com uma pequena margem de segurança, preservando-se o restante do rim, com resultados oncológicos semelhantes à nefrectomia radical.

 A via de acesso minimamente invasiva com laparoscopia pura ou assistida por robótica, possui vantagens como melhor resultado estético, menor tempo de internação e menor risco de infecção. No entanto, deve apenas ser utilizada em casos selecionados e de acordo com a experiência do cirurgião. As terapias ablativas, realizadas com utilização de agulhas que provocam a destruição tumoral através do congelamento (crioterapia) e calor (radiofreqüência), também são métodos terapêuticos pouco invasivos, porém com indicações restritas.

Ao contrário de outros tipos de câncer, a neoplasia renal não apresenta boa resposta à quimioterapia ou radioterapia. A principal opção para o tratamento sistêmico são as terapias de alvos moleculares, que são drogas que inibem a angiogênese (formação de vasos sanguíneos)e outras vias de proliferação celular.

O diagnóstico e escolha do tratamento do câncer renal, deve ser individualizada e compartilhada entre o médico especialista e o paciente.

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