CÁLCULO RENAL - PEDRA NO RIM /

Os cálculos do trato urinário, conhecidos popularmente como “pedras”, ou na linguagem médica como litíase urinária, representam uma das doenças mais freqüentes do trato urinário. O risco de um indivíduo desenvolver um cálculo em algum momento da vida é da ordem de 5% a 20 %. O pico de incidência da doença ocorre entre a terceira e quinta década de vida, podendo acometer, no entanto, crianças e idosos.

Os cálculos podem se localizar em qualquer parte do trato urinário (rins, ureteres, bexiga). Seu tamanho varia de poucos milímetros a vários centímetros, como no caso dos cálculos coraliformes. Esses cálculos se formam lentamente, ocupando todo o interior do rim. Com freqüência são causa de infecção urinária persistente.

Estudos epidemiológicos demonstram fatores que favorecerem a formação de cálculos, tais como:

- Dietéticos (baixa ingesta de líquidos, alto consumo de sódio-sal de cozinha e proteínas animal) ;

-histórico familiar de litíase,

- fatores ambientais (mais comum em populações de clima quentes e secos)

- maior ocorrência em sedentários.

Em algumas situações, quando não tratados, os cálculos podem trazer graves complicações como deterioração definitiva da função renal e infecções urinárias de difícil tratamento.

Quadro clínico:

O cálculo renal pode ser assintomático quando pequeno e não obstrutivo ou causar dor intermitente na região lombar.

Entretanto, quando ele se desloca para o ureter (estrutura tubuliforme por onde a urina produzida no rim é transportada até a bexiga), ocorre uma obstrução da via excretora de urina, originando a temida cólica renal (figura1).

A cólica renal é reconhecida por uma dor lombar de intensidade muito forte em geral unilateral com irradiação para região inguinal e genital. Frequentemente é acompanhada de náuseas e vômitos. No caso de associação com infecção urinária poderá ocorrer febre e calafrios.

Quando um cálculo obstrui a via urinária torna-se potencialmente perigoso se não tratado. Poderá acarretar deterioração da função renal, além de determinar infecção urinária complicada que pode não responder a utilização de antibióticos enquanto não for desobstruída a unidade renal acometida.

Diagnóstico

Para o diagnóstico de cálculos é realizada uma história com queixa do paciente e com o relato do aspecto da dor. No exame físico, o médico poderá notar a punho percussão da região lombar dolorosa entre outros sinais.

Exames de imagem (Ultrassonografia de rins e vias urinárias, RX de abdome, urografia excretora, tomografia de abdome e pélvis), permitem a detecção dos cálculos, a verificação do seu tamanho e sua posição no trato urinário, que são dados cruciais na programação terapêutica.

Exames de urina e sangue possibilitam avaliar a presença de infecção urinária associada, a função renal, sangue na urina, além de distúrbios metabólicos que possam favorecer a formação de cálculos.

Tratamento

Feito o diagnóstico, os principais fatores que irão definir a necessidade e o tipo de tratamento são: presença de dor e/ou obstrução, tamanho e localização do cálculo e presença ou não de infecção. A seguir citamos as principais possibilidades terapêuticas:

-Litotripsia extracorpórea (LECO)- geralmente é a primeira opção de tratamento para cálculos renais e alguns ureterais por tratar-se de procedimento não invasivo que possibilita a fragmentação do cálculo e sua eliminação. É um procedimento realizado em caráter ambulatorial com sedação em ambiente hospitalar. Está contra-indicada na vigência de gravidez, infecção ou de distúrbios incorrigíveis da coagulação do sangue.

-Tratamento cirúrgico- nos casos de cálculos renais maiores, na presença de cólica renal refratária à analgesia, na falha da LECO ou na associação com infecção, poderá ser indicado um procedimento cirúrgico.

Atualmente a grande maioria das cirurgias para tratamento dos cálculos da via urinária são realizadas por via endoscópica. Essa técnica permite a realização de cirurgias minimamente invasivas, dispensando as grandes incisões das cirurgias abertas, o que  possibilita recuperação mais breve dos pacientes.

-Tratamento clínico poderá ser instituído para cálculos de ácido úrico que podem ser dissolvidos com a alcalinização da urina. Mesmo na presença de cálculos ureterais, se estes forem pequenos, não estiverem associados a infecção, e a dor estiver sob controle, esse tratamento é possível.

A observação clínica poderá ser adotada para cálculos renais menores que quatro milímetros, já que estes cálculos apresentam grande chance de eliminação espontânea (90%).


Como medidas preventivas, poderão ser necessárias medicações que inibem a formação de cálculos.  De qualquer maneira, existem recomendações gerais que devem ser seguidas:

- Aumento da ingesta de líquidos

- Uso moderado de proteína animal e sal

- Utilização de limão e/ou laranja na rotina dietética

- Atividade física regular

 

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NOTÍCIAS /

12/09/2017

Cálculos renais

Cálculos renais

Os cálculos renais ou pedras nos rins, são resultantes da agregação de sais normalmente presentes na urina, que é uma solução complexa.

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